
projeto
a bruxa da casa de doces
série origens do mal
Estas são 4 páginas da história de origem da Bruxa da Casa de Doces.
Você sabe aquela deliciosa casa de doces no meio da floresta? Aquela que salvou João e Maria de fome, mas que dentro havia uma bruxa canibal? Esta. Todo mundo sabe como essa história termina. O que ninguém pergunta é por que essa bruxa resolveu criar uma casa feita de confeitos. E bem no meio da floresta escura, onde nenhuma criança passaria sozinha.
Como essa casa construiu? De onde vem os poderes dessa bruxa? Por que ela está isolada? Como é o seu nome?
SINOPSE
Esta história mostra sua adolescência em uma vila minúscula perdida à beira da Floresta Negra na Alemanha medieval. Neste vilarejo todos trabalham arduamente para garantir comida para todos e manter longe a fome e a doença, coisa que, logo no começo da história fica claro que não dá muito certo.
Em meio a angústia e o desespero de ver suas vidas sendo ceifadas e seus números diminuindo, surge um bruxo na vila, prometendo fartura com sua magia, tudo o que ele pede é abrigo, hospitalidade e uma jovem que ele possa ensinar seus feitiços.
Imediatamente ele olha para a jovem Agatha.
Por meses, o bruxo usufrui do melhor que a humilde vila possui, sem demonstrar poder algum. Quando, finalmente, é questionado, faz brotar do solo gelado uma pequena touceira de grama. Ofendido com a cobrança, ele sai de nariz erguido, mas na madrugada, ele foge para enganar a próxima vila.
Agatha, assustada, volta para a proteção da sua família.
Quando chega o inverno, a penúria volta a se abater sobre a vila e todos cobram de Agatha que ela faça surgir comida em suas mesas. Até sua irmã Greta exige respostas.
Agatha não sabe o que fazer, porque o bruxo não lhe ensinou nada. Em desespero, ela imita gestos, tenta se lembrar de rituais e, tentando entender a magia por trás das coisas. Com esforço, ela descobre que consegue encontrar energias e transforma a comida rala que sua mãe prepara com os restos em doces.
Agatha então salva a vila da fome, e se torna uma celebridade. As famílias fazem fila na sua porta e ela trabalha arduamente para alimentar a todos.
Greta está consumida de inveja e percebe que, enquanto enquanto Agatha afastou a fome, não afastou a morte. Pessoas continuam a morrer. A comida da jovem bruxa não traz saúde ou força.
Quando a mãe das duas morre com a má alimentação, Greta denuncia a irmã por estar envenenando a todos. A vila, viciada em açúcar, se vira contra Greta e ela é obrigada a fugir da vila.
Greta encontra um casebre abandonado no meio da floresta para se abrigar da noite e dos predatores e, nesse casebre, reencontra o velho bruxo, sem dúvida fugido de mais uma vila instatisfeita com seus parcos serviços. Ele está cansado e envelhecido e não consegue se alimentar. Greta passa o inverno cuidando do bruxo, mas, assim como com sua irmã, ele não ensina nada. Greta o observa e tenta repetir seu feitiço.
Assim como com sua irmã, ela só consegue aprender um truque: invocar doces a partir de outros alimentos.
O bruxo morre em seus braços e Greta se vê amaldiçoada com o mesmo veneno da sua irmã. Ainda assim, Greta retorna à sua vila e encontra um cenário devastado. Estão todos mortos, envenenados de açúcar e vazios de nutrientes.
Naquele horror, Greta encontra Agatha agonizando em uma cama, esquálida como um zumbi, ainda criando doces. Greta mata sua irmã agonizante, visita o túmulo de sua mãe e seus irmãos e abandona a vila. Ela volta para o casebre onde viveu com o bruxo e, com o poder da criação do doce, ela reforma suas paredes, janelas, telhado e até o jardim.
Sozinha, Greta passa envelhece com fome, cercada do tentador veneno que matou a sua vila. É com loucura e desespero que Greta vê, já em avançada idade, inocentes crianças famintas comendo o veneno que constitui suas paredes.
Confusa e sem ter conversado com ninguém durante décadas, Greta tenta proteger aquelas crianças e alimentá-las com algo saudável. Por acidente, ela empurra a cara de Maria contra o caldeirão onde cozinha a sopa rala que sua mãe sempre fez.
As crianças se sentem ameaçadas, matam a velha bruxa solitária e fogem, como o conto de fadas sempre nos alertou.
AMBIENTAÇÃO
O ambiente é composto por sombras densas nas casas e florestas e um branco impenetrável no chão e no céu. Quando os doces aparecem magicamente, eles trazem cores diferentes para a página. Diante dos olhos do leitor, vermelhos, laranjas, amarelos, roxos e rosas explodem como fogos de artifício, trazendo esperança e alegria para a vila, mas há algo errado com essas cores. São cores foscas e pastéis, não são vivas e saudáveis. Há algo nelas que causa enjoo, algo que os personagens não conseguem ver.
Estes são contos sombrios de infâncias difíceis e adolescências distorcidas, muito como a literatura inglesa tem mostrado com muita frequência (de Oliver Twist aos órfãos Baudelaire).
Aqui estão as sinopses para as próximas edições:
Capitão Gancho - Colchester, século XVIII. James é filho do rico e orgulhoso Barão de Lexden. Quando tem apenas oito anos, ele vê fadas levarem seus irmãos e irmãs, como resultado de um acordo distorcido que sua mãe tentou fazer. Seus pais choram o luto dos filhos, incluindo James. Ele cresce ignorado em sua própria casa e tortura animais na tentativa de despertar qualquer emoção em si e nos outros. Ele chega a enfiar uma faca na própria mão, matando seus nervos. Ele é invisível. Quando esquarteja o cachorro favorito de sua mãe, é mandado embora para o Eton College, onde aprende a sobreviver manipulando seus colegas. Lá, ele descobre que as fadas possuem um tesouro opulento. Ele é tão cruel que acaba sendo expulso, o que o impede de ir para Oxford. Ele então se alista na Marinha de Sua Majestade, mas é tão odiado entre seus pares quanto era em Eton. Assim, os marinheiros forjam contra ele uma acusação de conluio com piratas. Ele é acusado de traição e acaba encontrando trabalho como mestre de fiés (boatswain) para Edward Teach, o corsário Barba Negra.
Durante suas muitas aventuras na pirataria com o Barba Negra, ele conquista o cargo de Imediato e é recompensado com um gancho para sua mão deficiente. Ele o troca de bom grado. Quando o Barba Negra é morto na costa da Carolina do Norte, James e o resto da tripulação são presos e, na prisão, ele conhece Smee. Quando saem uma década depois, James Gancho rouba um navio com o qual navega até os confins do mundo, em busca das fadas traiçoeiras para, com isso, comprar de volta sua posição aristocrática.
Rumpelstiltskin - Os diabretes (imps) são uma raça mágica versada em alquimia e ciências naturais, assim como os anões, são excelentes mineradores e artífices. Rumpelstiltskin é o líder de sua cidade-estado e luta contra uma campanha política dos gnomos e dos anões para tomar suas terras, já que ele nunca fez negócios ou alianças com nenhuma das duas raças. Rumpelstiltskin está envelhecendo e perdendo o controle de sua magia. Sua dinastia está chegando ao fim, a menos que consiga gerar herdeiros para seu trono, algo com o qual nunca havia se preocupado. Ele então conhece bruxas humanas que lhe mostram o caminho para o mundo humano, onde afirmam que os casamentos são a forma de forjar alianças políticas. Os diabretes não fazem acordos nem alianças, mas ele entra no mundo humano pela Irlanda no século X, onde os humanos fecham negócios a torto e a direito para proteger suas terras contra as invasões vikings.
Rumpelstiltskin conhece Gormflaith, uma princesa prometida em casamento a um clã rival para uni-los. O acordo que fecham é simples: ela precisa de ouro para fortalecer seu clã com um exército e, assim, talvez evitar ser forçada a casar, e ele precisa de um herdeiro que ela possa gerar. Mas as bruxas que primeiro guiaram Rumpelstiltskin ao mundo humano interferem, ajudando Gormflaith a compreender o mundo dos diabretes e a passar Rumpelstiltskin para trás, roubando seu herdeiro e o ouro.





